quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Cheiros no Café

"O café, com seu aroma fascinante, encanta muita gente. Mas, seu caráter marcante não o impede de se combinar perfeitamente com outros ingredientes e assim nascem combinações infinitas. Quem nunca se deparou com a pergunta: “Como você prefere seu café?” "

Por Antônio Nogueira via I Could Kill For Dessert // Postado por Amanda Soares

Espresso, passado em papel ou coador de pano? Versátil, ele muda dependendo da forma que é feito. Quanto aos aditivos na preparação, eu gosto de colocar canela em pó juntamente com o café no coador de pano. Mas existem outros cheiros que gosto de combinar.


Dica: Ao adicionar especiarias doces ao seu café, além de te trazer benefícios e nutrientes (como tanto falo nos posts de especiarias), faz você reduzir a quantidade de açúcar no seu café. Aplique este método de dar sabor e remover açúcar em outras receitas nas quais o açúcar tem apenas a função de adoçar.

Gif por Your Coffee Guru/Tumblr


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A Última Fatia de Bolo em " A Última Crônica" de Fernando Sabino

 Postado por Amanda França

A comida não é o centro da história, mas está no centro da mesa fazendo a história acontecer.A crônica do escritor e jornalista Fernando Sabino guiou meu olhar para o significado de uma simples e rudimentar fatia de bolo.

Talvez não tão atrativa para aqueles que tem condições de pagar por algo mais "glacerizado" e montado por camadas pomposas de recheio saltando pelas bordas, a fatia minguada foi a protagonista de um dos mais felizes dias de uma garotinha e de sua família. O último pedaço de bolo, triangular e amarelo-escuro, como descrito por Sabino, foi nada menos do que o bolo de aniversário do pontinho de união da família.

                               




                                                   A última crônica




     Fernando Sabino


A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever.

A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. 

Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho -- um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.

A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. 

A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura — ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido — vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.

Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

Texto extraído do livro "A Companheira de Viagem", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1965, pg. 174.

http://www.releituras.com/i_samuel_fsabino.asp

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Por Panetones o Ano Todo!! E não aceito dividir.

Por Amanda França


   
Foto: Site Bolsa de mulher
 

Devoradora insaciável de comidas confortantes,caseiras, quentinhas, fofinhas e que derretem na boca, desde os primeiros Natais de vida tinha que ficar me repreendendo ,a cada segundo - referente a curta e trágica vida do panetone- para não acabar sozinha com a gordelícia que mamãe, sorrateiramente, leva para casa no Natal.

Ter irmãos significa ser ameaçada pela ideia constante de repartir o pão, no caso, as saborosas fatias nuveais de panetone que nunca saciam o Karma daqueles que vieram de berço com o olho maior do que a barriga.

Fatias grandes, gordas, suculentas, incrustadas de frutinhas doces, que triplicam imediatamente essas qualidades quando passam para o prato dos outros. Mas, daí não resta mais nada a fazer do que lamuriar pela fatia perdida,"Isso não é justo! Você pegou um pedaço maior do que o meu! ". É o Natal de pecados.

Jurava que aquele milagre de massa do panetone só podia ser uma receita super secreta mantida a sete chaves, e metralhadoras, por alguma família da máfia italiana. Ou, que existia alguma passagem da bíblia, desconhecida pelos leigos como eu, ordenando que o panetone devia ser saboreado só no Natal, em razão de suas propriedades exclusivamente sagradas e ,contraditoriamente, causadoras do vício e aliciadoras do pecado.

 A receita reunindo ingredientes dados a Deus e ao Diabo, talvez só seja replicada no Natal para colocar á prova ,nesse período de tantas reflexões, aqueles que apesar da gula incontestável e tentadora, se mantem fortes e pagam pelos seus pecados. Aprendendo no sacrifício a dividir o pão da santa ceia.

Entretanto,chegou-se a um ponto que as tentativas de me auto convencer da periodicidade do panetone  passaram a não ser mais suficientes para amenizam minha vontade pulsante de encontrar um único exemplar escondidinho nas prateleiras do supermercado.Sobrevivente ao olhar aguçado daqueles que ,como eu, nutrem o desejo clandestino de cortar o panetone.

A grande expectativa do toque que afunda a mão , digno do desvendável movimento de tan tan tan taaaan  da quinta sinfonia de Bethoven,  é o sinal de que não tem mais saída, ou se come o  bendito panetone, ou o devora. É o momento em que a cozinha estala em expectativa, existem só o panetone a a família e a promessa. Por um minuto o mundo exterior fica suspenso no tempo, o que importa é a atmosfera de contemplação e o vivenciar dos sentidos embaralhados.

Em defesa de mais momentos prazerosos de união, que causem brigas pelo maior pedaço e tornem mais comum instantes mágicos de ceia de Natal, os que realmente vamos lembrar para sempre e rir de nós mesmos por  te-los vivido, por momentos de simples e pura felicidade, que me dediquei a buscar a melhor receita caseira de panetone. Assim, a usual expectativa de abrir o presente será somada as nossas destrezas na cozinha, o que torna o momento de união ainda mais interessante, apetitoso e prazeroso.


Deixo o link da receita mais entendível e elaborada que encontrei. A verdade é que não reproduzi ainda para comprovar se dá certo, mas já posso imaginar o meu primeiro panetone saindo do forno. Desejo mais panetones que tragam momentos panetone pelo ano todo. Um Feliz Natal de Pecados! Em que é natural não aceitar dividir.


Como fazer panetone caseiro; Site Bolsa de Mulher

Ingredientes


  • 125g de margarina
  • 55g de farinha de trigo
  • ½ xícara de açúcar
  • 30g de fermento fresco
  • 225g de frutas cristalizadas
  • 100g de uva-passa
  • 100g de nozes picadas
  • 2 ovos
  • 1 colher de extrato de baunilha
Modo de preparo
















quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Cachorro Quente: quem não gosta?!

Não há quem não conheça essa delícia popular. O tradicional pão com salsicha corre o mundo com diferentes receitas e conquista muitos paladares.

Por Amanda Soares

É uma união simples e que agrada multidões. Pão com salsicha, seja em molho, grelhada, assada ou refogada. A versão norte-americana - o famoso hot dog - é a mais difundida por aí: pão sovado com salsicha sequinha, mostarda e muito catchup. Esses são os seus ingredientes básicos, mas ele pode vir acompanhado com cebola picada, picles em conserva, chucrute (que é uma conserva de repolho, geralmente tem sabor azedinho) e chili (pasta de feijão com carne moída, receita tipicamente mexicana); além de batatas fritas à parte.

Típico cachorro quente norte-americano, em sua versão mais básica. Foto: (www.superchefs.com.br)

Segundo o post do blog Viver nos EUA, há receitas diversificadas também dentro dos próprios Estados Unidos. "O estado que possui mais variações em receitas de cachorro quente é Nova Jersey e demais estados possuem receitas diversificadas que chegam a ser estranhas, entre elas o chamado tater-pig do estado de Montana, esse hot dog é feito com uma salsicha dentro de uma batata cozida ao invés de pão e como acompanhamento usa-se creme azedo (sour cream), cebolinhas e bacon!"

Existe também a versão alemã de cachorro quente, que é bastante peculiar quanto à sua aparência. Usa-se um pequeno pãozinho como "apoio" para uma salsicha gigante!, que é do tipo Wiener (vienense), super comum nos países germânicos. O blog De Volta à Nave Mãe publicou um post em que detalha as especificidades dos cachorros quentes dessa região, desmistificando-os.

Cachorro quente na Alemanha. Foto: Ivana Ebel, blog De Volta à Nave Mãe.

"Outra versão popular na Alemanha é a receita do cachorro-quente dinamarquês, vendido na rede sueca Ikea. (...) Na Áustria há um Hot Dog bem peculiar. Uma máquina com um cilindro metálico fura o pão em sentido longitudinal e no buraco vai a salsicha." Falando em Dinamarca, o canal no YouTube do blog Gastronomismo mostra, no vídeo abaixo, como fazer um cachorro quente dinamarquês de dar água na boca. A salsicha é grelhada e unida com molho remolado (misturinha feita com maionese, mostarda, catchup, sumo de limão, cebola crua, salsinha picada e páprica), cebola crocante e picles.


No Brasil, um país tão extenso e cheio de culturas variadas, o pão com salsicha também recebe diferentes formas de ser feito. Aqui em Goiás, bem como em Minas Gerais, o mais usual é fazê-lo com salsicha inteira ou corta em rodelinhas imersas em molho de tomate super temperadinho. Quanto mais molhadinho, melhor! Na montagem, milho verde e batata palha são essenciais. Já em São Paulo ele é comumente servido com purê de batatas e carne moída. No Pernambuco, a salsicha é dispensada e só o pão com carne moída também é chamado de cachorro quente.

O mais interessante quando procuramos uma receita de cachorro quente para fazer ou um bom lugar para comprá-lo pronto, é priorizar a qualidade dos ingredientes, pois este é um fator muito importante no sabor final do prato. Por fim, é só se deliciar. Aqui "no Goiás", vale se lambuzar e lamber os dedos no final. Sinal de que estava maravilhoso! :P


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

"Crônica do Pão e da Tradição"

Postado por Amanda Soares / Escrito por Jéssica Giovanini via I Could Kill For Dessert

Não era apenas o fato dele ser o melhor pão do mundo, era o pão da minha avó. E não era só o pão, era todo o mistério em torno dele que me intrigava quando criança. Ela me contava histórias desde o cultivo do trigo à descoberta da fermentação, sobre como os primeiros pães eram trabalhados, moldados e assados. Uma aula sobre a fabulosa e milenar tríade base: farinha de trigo, água e sal.
Os densos pães de minha avó refletiam um tanto de sua personalidade, tão cheios de segredos e truques que só ela parecia saber. O universo se abria dentro de sua cozinha quando eu a observava se deleitar dentre os pães. Com movimentos certeiros minha avó sovava as massas elásticas, acrescentava em alguns pães gordura, em outros especiarias inusitadas.








Sua sabedoria parecia ser depositada, com tanto cuidado, em cada pão que fazia. Modelando-os, ela me dizia: “Cecília, o pão é um tradição. Você deve ter muito compromisso na hora de prepará-lo.”. Eu, ainda bem pequena, não entendia o peso histórico dos pães, mas desde cedo cresci entendendo que era coisa séria.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Fotos mostram como famílias se alimentam pelo mundo


Postado por Amanda França/Escrito por Revista Gosto 

Os fotógrafos Peter Menzel e Faith D’Aluisio viajaram o mundo documentando o que as famílias comem. As imagens são impressionantes

A compra de supermercado de uma família em Luxemburgo, na Europa, pode custar cerca de 500 vezes mais que a de uma no Chade, na África. A constatação lamentável está documentada nas fotos de Peter Menzel e Faith D’Aluisio, que viajaram o mundo clicando o que as pessoas comem.

As imagens são impressionantes não só pela desigualdade social evidente, mas também pelo aspecto cultural, por exemplo, o tipo de alimentos que é consumido por cada família. Chama a atenção, do mesmo modo, a diferença na aquisição de produtos industrializados. A família norte americana os consome bem mais que a turca ou a francesa.

Já na mesa da família australiana há o visível contraste entre a quantidade de carne e os outros tipos de alimentos em comparação com a família butanesa, que praticamente tem só vegetais e frutas na compra. Observe a quantidade enorme de garrafas de Coca-Cola na mesa da família mexicana.

Os resultados da pesquisa dos dois fotógrafos estão no livro Hungry Planet (Planeta Faminto).



FRA04.0001.xxf1rw.tiff
França. Família Le Moines. Custo total: $419.95 dólares


GRE04.0001.xxf1rw
 Groelândia. Família Madsens. Custo total: 277.12 dólares



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Luxemburgo. Família Kuttan-Kasses. Custo total: 465.84 dólares

GUA02.0001.xxf1s
Guatemala. Família Mendozas. Custo total: 75.70 dólares

peter-noruega2
Noruega. Família Glad Ostensen. Custo total: 731.71 dólares

BHU01.0001.xxf1s
Butão. Família Namgay. Custo total: 5.03 dólares


MON01.0001.xxf1s
Mongólia. Família Batsuuri. Custo total: 40.02 dólares


USca01.0001.xxf1s
Estados Unidos. Família Caven. Custo total: 159.18 dólares


ECU04.0001.xxf1rw
Equador. Família Ayme. Custo total: 31.55 dólares


EGY03.0001a.xxf1
Egito. Família Ahmed. Custo total: 68.53 dólares


POL03.0001.xf1rw.tif
Polônia. Família Sobczynscy. Custo total: 151.27 dólares


CHI103.0001.xxf1rw
China. Família Dong. Custo total: 155.06 dólares


MEX03.0001.xxf1rw
México. Família Casales. Custo total: 189.09 dólares


peter-noruega
Noruega. Família Ottersland Dahl. Custo total: 379.41 dólares


peteralemanha
Alemanha. Família Sturm. Custo total: 325.81 dólares


TUR01.0001.xxf1s
Turquia. Família Celiks. Custo: 145.88 dólares



peter-canada
Canadá. Família Melansons. Custo total: 345 dólares


MAL01.0001.xxf1s
Mali. Família Natomos. Custo total: 26.39 dólares



UStx04.0001.xxf1rw
Estados Unidos. Família Fernandezes. Custo total: 242.48 dólares




Índia. Família Patkars. Custo total: 39.27 dólares




AUS104.0001.xxf1rw
Australia. Família Browns. Custo total: 376.45 dólares



GRB02.0001.xxf1s
Grã-Bretanha. Família Bainton. Custo total: 253.15 dólares



USnc04.0001.xxf1rw
Estados Unidos. Família Revis. Custo total: 341.98 dólares




CHA104.0001.xxf1rw
Chade. Família Aboubakar. Custo total: 1.23 dólar



KUW03.0001.xxf1rw
Kuwait. Família Al Haggan. Custo total: 221.45 dólares



ITA03.0001.xxf1rw
Itália. Família Manzo. Custo total: 260.11 dólares



JAP01.0001.xxf1s
Japão. Família Ukita. Custo total: 317.25 dólares



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Hoje é dia de feira


Por Amanda França

Trabalho de formiguinha. Acordar três horas da manhã, lotar o carro com a família, a mercadoria e juntar forças para montar a barraca, porque hoje é dia de feira! Para atrair o freguês, além do alimento fresquinho e dos preço bom, também conta o carisma, que é o que não falta para os feirantes do setor Garavelo, em Aparecida de Goiânia, na tradicional feirinha de domingo.

É engraçado, mas enquanto meu amigo e eu nos contorcíamos para fotografar em melhores ângulos e cenários, os feirantes mesmo imersos na pressa da multidão e na típica rixa gritada - anunciando a queda dos preços na hora da chepa - eram atenciosos e gostavam que parássemos para bater um papo.

 A ideia de fotografar as relações sociais fomentadas pelos caminhos da comida na feira foi bem recebida, e muita gente - a quem eu agradeço imensamente a boa vontade- mesmo cismada, e com reservas de timidez, deixou-se eternizar pelo clique da câmera. “Ah, os meus filhos na faculdade também já fizeram esse tipo de trabalho, sei como é”, diziam alguns.

Quando estava quase no fim da feira, terminando, percebi que muitos feirantes e fregueses, com quem eu não tinha conversado ainda, já sabiam do que se tratava o meu trabalho e me recebiam como velhos conhecidos. A fala de Luciano, feirante a três anos na feira do Garavelo, diz tudo: “Em dia de feira somos uma família, as notícias rolam soltas por aqui! ” E fica o convite agendado para as manhãs de domingo : "Voltem mais vezes pra gente conversar mais !!!” É claro que volto!

Agradecimento carinhoso ao meu amigo Matheus Dutra, como estudante do curso de economia da UFG também se revelou um propício jornalista.



Galeria Hoje é dia de feira 

Feira setor Garavelo em Aparecida de Goiânia - Goiás Brasil

Todas as fotos foram tiradas por Amanda França