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| Foto: Site Bolsa de mulher |
Devoradora insaciável de comidas confortantes,caseiras, quentinhas, fofinhas e que derretem na boca, desde os primeiros Natais de vida tinha que ficar me repreendendo ,a cada segundo - referente a curta e trágica vida do panetone- para não acabar sozinha com a gordelícia que mamãe, sorrateiramente, leva para casa no Natal.
Ter irmãos significa ser ameaçada pela ideia constante de repartir o pão, no caso, as saborosas fatias nuveais de panetone que nunca saciam o Karma daqueles que vieram de berço com o olho maior do que a barriga.
Fatias grandes, gordas, suculentas, incrustadas de frutinhas doces, que triplicam imediatamente essas qualidades quando passam para o prato dos outros. Mas, daí não resta mais nada a fazer do que lamuriar pela fatia perdida,"Isso não é justo! Você pegou um pedaço maior do que o meu! ". É o Natal de pecados.
Jurava que aquele milagre de massa do panetone só podia ser uma receita super secreta mantida a sete chaves, e metralhadoras, por alguma família da máfia italiana. Ou, que existia alguma passagem da bíblia, desconhecida pelos leigos como eu, ordenando que o panetone devia ser saboreado só no Natal, em razão de suas propriedades exclusivamente sagradas e ,contraditoriamente, causadoras do vício e aliciadoras do pecado.
A receita reunindo ingredientes dados a Deus e ao Diabo, talvez só seja replicada no Natal para colocar á prova ,nesse período de tantas reflexões, aqueles que apesar da gula incontestável e tentadora, se mantem fortes e pagam pelos seus pecados. Aprendendo no sacrifício a dividir o pão da santa ceia.
Entretanto,chegou-se a um ponto que as tentativas de me auto convencer da periodicidade do panetone passaram a não ser mais suficientes para amenizam minha vontade pulsante de encontrar um único exemplar escondidinho nas prateleiras do supermercado.Sobrevivente ao olhar aguçado daqueles que ,como eu, nutrem o desejo clandestino de cortar o panetone.
A grande expectativa do toque que afunda a mão , digno do desvendável movimento de tan tan tan taaaan da quinta sinfonia de Bethoven, é o sinal de que não tem mais saída, ou se come o bendito panetone, ou o devora. É o momento em que a cozinha estala em expectativa, existem só o panetone a a família e a promessa. Por um minuto o mundo exterior fica suspenso no tempo, o que importa é a atmosfera de contemplação e o vivenciar dos sentidos embaralhados.
Em defesa de mais momentos prazerosos de união, que causem brigas pelo maior pedaço e tornem mais comum instantes mágicos de ceia de Natal, os que realmente vamos lembrar para sempre e rir de nós mesmos por te-los vivido, por momentos de simples e pura felicidade, que me dediquei a buscar a melhor receita caseira de panetone. Assim, a usual expectativa de abrir o presente será somada as nossas destrezas na cozinha, o que torna o momento de união ainda mais interessante, apetitoso e prazeroso.
Deixo o link da receita mais entendível e elaborada que encontrei. A verdade é que não reproduzi ainda para comprovar se dá certo, mas já posso imaginar o meu primeiro panetone saindo do forno. Desejo mais panetones que tragam momentos panetone pelo ano todo. Um Feliz Natal de Pecados! Em que é natural não aceitar dividir.
Como fazer panetone caseiro; Site Bolsa de Mulher
Ingredientes
- 125g de margarina
- 55g de farinha de trigo
- ½ xícara de açúcar
- 30g de fermento fresco
- 225g de frutas cristalizadas
- 100g de uva-passa
- 100g de nozes picadas
- 2 ovos
- 1 colher de extrato de baunilha
Modo de preparo

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